SCHLEE, Günther. How Enemies are Made: Towards a Theory of Ethnic and Religious Conflicts. Nova York: Berghahn Books, 2008. 194 p.

Ariel Rolim

Resumo


How Enemies are Made foi editado em 2008 pela Berghahn Books, editora europeia voltada para publicações de ciências sociais, sobretudo de temas políticos. Günther Schlee, o autor, é professor do Max Planck Institute for Social Anthropology, na Alemanha, instituição fundada em 1999 e já conhecida pela qualidade das pesquisas envolvendo temas de Antropologia Política, conflitos e realidades pós-socialistas. Escrito em inglês, o livro desperta interesse tanto pelo aspecto teórico como temático, ao trazer à análise antropológica o processo de constituição dos inimigos. Escrevendo em estilo sóbrio, claro e conciso, Schlee declara expressamente que a ambição do livro é dar um passo em direção a uma nova teoria do conflito (p. 22). Baseando-se em ampla experiência de campo no nordeste da África desde 1974 , a obra resulta da experiência do autor como consultor da ONU e agências de auxílio na resolução de conflitos. Segundo ele, ao fazer, ao fim do livro, uma atualização dos fatos históricos até aquele momento, a batalha dos historiadores está perdida de antemão. Assim, atenho-me aqui a sua contribuição teórica. De acordo com Schlee, os dados etnográficos que traz devem ser vistos como ilustrações a seu aporte teórico (p. 108), notadamente acerca do caráter relacional das identificações políticas (i.e. das percepções mútuas que as partes envolvidas no conflito tecem) e da necessidade de aplicação prática de tais ferramentas analíticas.

Palavras-chave


antropologia política; chifre da África; conflito; etnicidade

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DOI: https://doi.org/10.22409/antropolitica2011.0i31.a32

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