De emigrantes a vítimas de tráfico: mobilidades e prostituição no espaço transtlântico

Octávio Sacramento, Filipa Alvim

Resumo


RESUMO O texto centra-se na análise dos fluxos migratórios femininos do Brasil para Portugal no âmbito da indústria do sexo, sobre os quais recai uma discursividade antitráfico hegemónica produzida por protocolos internacionais, entidades governamentais, forças de segurança e ONGs, que tende a estabelecer uma estrita associação entre trabalho sexual e tráfico de pessoas. Procuramos examinar os processos, recursos e estratégias subjacentes à construção das mobilidades em causa, num quadro de fortificação do continente europeu e de crescente repressão das migrações internacionais. Por outro lado, tentamos delinear uma análise crítica dos discursos institucionais exacerbados sobre o fenómeno do tráfico de pessoas e as respetivas conceções vitimizantes das mulheres migrantes que exercem o trabalho sexual, não lhes reconhecendo possibilidades de autodeterminação e de agência.

Palavras-chave


Migrações internacionais; Brasil-Portugal; trabalho sexual; tráfico de pessoas; vitimização institucional; agência.

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DOI: https://doi.org/10.22409/antropolitica2016.0i41.a498

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