A inteligência (pre)enche o campo: sobre o modo actual de produção do capital futebolístico

João Sedas Nunes

Resumo


Neste trabalho analisa-se, recaindo no caso português, a emergência da inteligência como categoria central na produção do repertório de bens materiais e simbólicos que caracteriza a ação futebolística. Patenteando que esse processo não é alheio à guinada institucional (ou escolar) do futebol, indissociável do advento da ideologia formadora precursoramente interpretada por Carlos Queiroz e, depois, emblematizada pela Academia do Sporting, sublinham-se então dois aspectos críticos: de um lado, a gramática da inteligência não pulverizou nem sequer esbateu a economia simbólica do dom futebolístico; de outro, ela virá rearticulando de forma original (e não sem contradição e tensões) os dois modos de produção do capital futebolístico: a escola e o mercado, sem que, tanto quanto se percebe, ceda o ascendente deste sobre aquele.

Palavras-chave


inteligência; dom; capital futebolístico; guinada institucional; escola; mercado.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22409/antropolitica2011.0i31.a90

Apontamentos

  • Não há apontamentos.
';